
Meu peito é a prova de bala
Minhas costas da mais forte couraça
Que nunca vergam por cada chicotada
Meus olhos já secaram as lágrimas
Meus ouvidos já não ouvem as gralhas
Que me doa a alma quando meu corpo já não sente
Num olhar em frente nesta ténue linha
Que separa a terra do tão já descrito e amado infinito
É o longe que esta tão perto de se poder tocar
Que não vale a pena esperar
Nem tocar ouvir ou falar
Que já não vale a pena sequer amar, amar por amar
Frio e seco é o sentido ao despertar
Que vai aquecendo e humedecendo
Ao longo do tempo, esse triste e velho senhor
Que não sabe parar, que não reflecte e não volta a traz
Não passa de um arrependimento
De uma angústia sem par
De um eterno tormento para quem o queira agarrar
São as horas que não param de contar
Que não param de gritar aos meus ouvidos
E como seu pai o velho tempo
Que conta sempre a mesma historia
Nunca se deixam agarrar
É dor, é força, é glória e queda
A minha ascensão ao poder
Para vir um triste e vil ser
Dar mais uma nas costas
Mais um tiro no peito
Cego de inveja, sedento de descarno
Distribuindo mais uma dentada
Por seu puro e belo prazer
E será por isto que quererei eu dar a vida
Por este primário que quero morrer
Certamente que não
Por alguém que ignora a dor que me provoca
Não na carne, não no peito
Mas na alma que se resume ao inicio
Arrefecendo em pedra de granizo
Esperando pelo fogo azul
Cuidando para não derreter
Alguns foram
ResponderEliminaros versos iluminados
incendiados pela cor
da dor
que insiste e insiste
em te acompanhar
mas desde o outro lado
também estou eu
afogado pelo sabor
do amor
se estendêssemos as mãos
nossos dedos roçariam
acariciando o sorriso
que não se olvida
Jose Malaquias,
ResponderEliminarGostei de conhecer seu blog!