
Sou escritor sem pena
Histórias ficam dentro de mim
Sou poeta sem amores
Por quantos foram que eu já me esqueci
Salteador ou trovador
Quantas conquistas através de derrotas
Por não as guardar dentro de mim
Promessas que se tornaram mentira
Contos e histórias inacabadas
Ate chegar aqui
Terei eu que voltar a traz
Reconstruir o que destrui
Acabar o que comecei
Para poder voltar
Para regressar aqui
Sou soldado sem fuzil
Numa guerra de pedras que teimam sempre a cair
Em cima de mim
Procuro um esconderijo, algo que me aqueça
Quando a noite está para vir
Sou colmeiro das minhas redes
Que pescam por arrasto
Arrasto o entulho de minha loucura
Eternamente e sem razão
Arrasto a tralha de minha amargura
Entranha e sem razão
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