A noite estava escura… negra como breu… algo se esgueirava pelas sombras dos arbustos em redor da casa de Sofia… algo malévolo com mas intenções…
Sofia dormia o sono dos anjos e sonhava com um mundo encantado onde tanto queria viver… um mundo de fadas e reinos, lindo e puro… com um sol brilhante de manha e uma lua cheia e gigante que iluminava a noite ao crepúsculo…
Por entre uma cortina longa e vermelha pendurada numa das muitas janelas do palácio ela escondia-se e apreciava a linda bailarina que dançava no grande salão… que graciosidade pensava ela, que toque, que leveza… parecia que voava por entre os véus espalhados naquela sala enorme e libertava-se na doçura da mais bela melodia dedilhada pelo piano ao fundo da sala… era ela… uma visão de si mesma, ali, em frente de seus olhos que sorria, rodopiava e bailava, libertando-se e ganhando asas para voar… era um cisne pensava ela a pairar na agua pela flauta magica cantada pelos canaviais… e num segundo instante estava de novo na escuridão… perdeu-se a luz…
Mas algo espreita e apaixona-se… olhos azuis como safira, ao fundo, a trás de uma arvore a ver aquela imagem imaculada a dançar… Sofia… liberta, livre de tudo, livre de viver… paira no ar sobre as aguas e cai adormecida na grama verde coberta pelo manto branco dos malmequeres embebidos pelo fino orvalho da primavera… sim, é ela, Sofia doce e livre e não precisa de mais nada… ela propria um ser único, mitológico unicórnio, rei cisne do seu reino de lago azul cor de safira que brilha ao entardecer nos últimos raios de sol que se escondem atrás da floresta mais longínqua…
O assobio das águias ao cortar o céu pairam no ar com o vento que lhes acaricia as penas e as faz mergulhar na imensidão dos ares…
Sem comentários:
Enviar um comentário