Brincar com o fogo


Acabei de ser invadido
Sem me aperceber fui trespassado
Por este sopro no peito
Este calor no teu regaço
Não sei se é bom
Não sei se esta certo
Já não consigo pensar em mais nada

A culpa foi tua
Quem mandou ter-me amado
Pois quem brinca com o fogo
Acorda sempre queimado
Entraste com tudo
Sem pudor e sem perdão
Abriste a porta do meu peito
E arrancaste-me o coração

De certo que pensas saber muito
Mas há muito que te tento mostrar
A vida não é só fugas
Alguém um dia tinha de te apanhar
Mas a culpa, a culpa não é só tua
Pois também eu vou ter de a partilhar

Quem mandou
Quem deu a ordem para disparar
Simplesmente deixas-te esta bomba nas minhas mãos
E eu não consegui evitar

De novo, a culpa é tua
Quem mandou ter-me amado
Foste tu quem brincou com o fogo
Mas fui eu quem saiu queimado

2 comentários:

  1. Guarda para ti esse momento marcante silenciosamente,porque o tempo tem a virtude de apagar tudo na nossa vida até os poemas inspirados nas nossas vidas quando os escrevemos. só tu ,sim tu e mais ninguém é que tens poder para o nunca esqueceres se assim o pretenderes meu amigo!!! rui pedro maia

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  2. Discordo do Rui Pedro. Se o desabado tivesse sido silencioso, não teríamos lido estes versos.

    "A vida não é só fugas" :)

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