Centauro


Essa autenticidade do sabor
De cavalgar numa besta em cascos de prata
Sobre a erva molhada em manhãs de orvalho
Libertar essa adrenalina que não te faz parar
Nem por um segundo, ate ao fim
Ate onde a visão se perde e confunde
E quer lá chegar

Esse cavalo majestoso que já faz parte de ti
Os dois tornam-se um, e tu
Um, eu, com cascos de prata,
Olham pelos mesmos olhos e vêem a mesma cor
Chamam por si pelo mesmo nome
Ser mítico de heróicas epopeias
Coragem emparedada no peito
Forjada em fogo de carácter
E respira a liberdade
Que conquistou no calor da batalha

A Minha Lisboa



Lisboa minha alma meu coração
Cidade de muitas paixões
Terra de muitos amores e alguns dissabores
Viste me homem a passar na rua
A subir e descer colinas
Escondeste-te de mim pela noite no bairro
Mas seduziste-me quando cantaste o fado
E isso há quem diga que é amor

Lisboa com esse cheiro a mar
Procuro-te por todo o lado
Onde quer que esteja, onde quer que vá
Nem que seja só por passar
Vejo-te velha nas ruas de alguém
Sinto-te forte na caravela de alem mar
Mas tenho-te em mim como mulher
Mãe, cidade minha, cidade de ninguém
És a mãe do novo mundo
Foi em ti que tudo começou
Abriste os braços e deixas-te partir teus filhos
Fizeste historia, e vives para a contar

Brincar com o fogo


Acabei de ser invadido
Sem me aperceber fui trespassado
Por este sopro no peito
Este calor no teu regaço
Não sei se é bom
Não sei se esta certo
Já não consigo pensar em mais nada

A culpa foi tua
Quem mandou ter-me amado
Pois quem brinca com o fogo
Acorda sempre queimado
Entraste com tudo
Sem pudor e sem perdão
Abriste a porta do meu peito
E arrancaste-me o coração

De certo que pensas saber muito
Mas há muito que te tento mostrar
A vida não é só fugas
Alguém um dia tinha de te apanhar
Mas a culpa, a culpa não é só tua
Pois também eu vou ter de a partilhar

Quem mandou
Quem deu a ordem para disparar
Simplesmente deixas-te esta bomba nas minhas mãos
E eu não consegui evitar

De novo, a culpa é tua
Quem mandou ter-me amado
Foste tu quem brincou com o fogo
Mas fui eu quem saiu queimado

A vida é um filme a cores...



A vida é um filme a cores

Que vai perdendo a cor com o passar do tempo

Onde o passado é visto a preto e branco

O presente tem, cores vivas e berrantes

E o futuro sempre filmado com grandes interferências

Que quase não dá p’ra focar


Ter a consciência de que estamos mecanizados

P’ra viver neste mundo cheio de regras e barreiras

Onde tudo é marcado ao cronometro

Desde que nasces até a hora da tua morte

E não podes viver mais nada senão aquilo que te dizem

Que existe e acontece onde cada experiência que passa

Só tu a podes viver a maneira dos humanos

Porque não te ensinam a conhecer mais nada

E estás preso as correntes desta realidade

Que te prende mentindo, dizendo que és livre.







The Final Letter... (sonnet)


This life is a curst, cos I travel in this world just looking for some one love

But I think that I’m not gonna take it cos I’m steel forsaken

Now I’m so tired, cos I can’t find any one to cover the space in side my heart

Be for the night as come. Why I have to do this? Pretending, hiding, and hurting myself, I don’t need this, but I don’t wonna hurt any one any more

So I just can express my feelings in to the dark hills until the shadows disappear in to my sorrow on the mist of the moonlight.

It’s my mistake I know, but I’ve lost my strength, and my life has a cause to pay

So if I have to die I don’t need to pretending any more cos I’ve bean parsed by your harrow, and now I know that I’m in love and I just wonna be loved in return. But this love is

Impossible so this is the time when

I decide

To ...



Precepção, sedução...

..."ouçam as criaturas da noite, que doce musica elas fazem"... diz dracula a Jonathan Harker...
...ouvimos tanto ruído durante o dia
que muitos deles nem são preceptivel...
Processamos tantas vozes,
e todas elas conseguimos identificar
excepto a nossa, excepto
a nos próprios....
O que queremos, o que desejamos nós?
Sempre mais, sempre melhor. Ouvir para contar,
sentir para descrever, e ate cativar.
as criaturas da noite são as que mais desejamos
as que mais idolatramos
por entra pompas e circunstancias, vestimo-nos
para arrasar, para seduzir, e mesmo para cativar.
É isto aquilo que somos,
seres sedutores.

(...)

trecho de "E Tu Onde Estiveste"... (ainda em gestação)

... paisagem urbana, longe do que alguma vez fui habituado
eu próprio a chamei...
... vim de uma vila no interior, com os seus rios e regatos, montes e florestas
prados e ruínas de casas antigas do inicio do século. não que aqui não as haja,
mas já foram alteradas
e em nada já se parecem com os gloriosos XIX ou XX, pouco soalhos e portadas de madeira
....
Os carros já não são puxados pelas bestas, as festas já não são em casa do conde ou barão cheias de requinte ou sedução, onde já não se usam os veludos, folhos ou cartola...
tudo tem de ser tão rápido para uma vida tão curta, e estamos no final da primeira década do novo século, do novo milénio, da nova era. A era das maquinas.
A minha vida girava em torno do meu mundinho
família, amigos, valores, trabalho, algumas festas
alguns desgostos. E tudo era poético.
....
Parece-me bem, sinto-me confortável com isso, sinto-me bem em saber de onde vim, em saber que não me perdi e que continuo a ser eu.
Não tenho cem anos, nem nada que se pareça, já completei um quarto desse caminho e mais um pouco mas ainda não me esqueci de como os meus sapatos novos se enchiam de pó na estrada de terra no caminho da escola para casa e de como é bom o cheiro a terra molhada no outono.
O mundo mudou
as batalhas estão cada vez mais injustas,
já não há lutas corpo a corpo, pois hoje ganha quem tiver mais poder de fogo
E tudo isto para quê?...
....